22 de dez. de 2011



 
Árvores balançam me mostrando que o vento ainda existe do outro lado da janela, tudo se tornou tão simples que apenas viro o braço para a esquerda e toco em uma xícara cheia de café até a boca, tentando me deixar sonhando apenas o real antes de fechar os olhos. Já escrevi cartas e mandei e-mails, já tentei me comunicar com a realidade externa e fui mal-sucedido, me prendo sempre em meus pensamentos pequenos e fico imaginando tudo de uma outra forma bem diferente, demônios voam em volta da minha cabeça rindo da minha fraqueza. Basta um só despertar e eu abriria a porta, sentiria o calor do sol tocando minha pele e ouviria vozes de pessoas que eu costumava dizer algo antes de minha caminhada diária, mas hoje minha mente está enferrujada e só sei dizer o que me faz bem, só sei pensar o que me faz bem, tenho medo de me arriscar a pôr os pés em solo suspeito. Tornaram o mundo um local tão perigoso de se viver, gosto de me trancar e ser quem sou, sem escutar ou falar, sem reagir em um campo sem interação, meu quarto escuro.

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